"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho. Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!"
João Pereira Coutinho, jornalista
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Considerado um dos TOP 15 pelo Science of Time
Adopte um homem...
Realmente hoje em dia podeos adoptar quase tudo: animais, crianças, ideias....sei lá mais o que....mas um homem???!!!
Em França a ideia já foi colocada em prática....existe um site...e basta escolher...só as mulheres podem aborda os homens...e funciona como uma autentica loja...existem as promoções do dia...
http://www.adopteunmec.com/
Realmente hoje em dia podeos adoptar quase tudo: animais, crianças, ideias....sei lá mais o que....mas um homem???!!!
Em França a ideia já foi colocada em prática....existe um site...e basta escolher...só as mulheres podem aborda os homens...e funciona como uma autentica loja...existem as promoções do dia...
http://www.adopteunmec.com/
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Um Novo Projecto de Dança PortuguÊS que Recomendo
Never too late to Dance
NU SOUL FAMILY
«Never too late to Dance» é o manifesto de dança dos Nu Soul Family. A cultura club, os clássicos do disco e a pura house music marcam as principais influências do grupo. Numa espécie de «Casa da Família» este é o som natural de individualidades muito fortes e um conjunto coeso. Virgul (Da Weasel) e Dino (Operação Triunfo, Expensive Soul, Soulmotion) são as referências vocais das viagens sonoras de DJ Alan Gul e do baixo groovie de Bassman.

Num momento de pausa da carreira dos músicos, o quarteto juntou as vontades em criar algo de diferente. Além da admiração mútua entre os elementos, a linha musical que os unia era única, música de dança. A partir de meados de Abril de 2009, o quarteto reuniu ideias para um disco com personalidade dançante. As colaborações à posteriori amplificaram as opções. Descendente de jamaicanos, o norte-americano Atiba («New Soul») abordou o ragga mais tradicional, enquanto que Jennifer - «Ca Bo Deixa (Mi So)», "não me deixes sozinho" em tradução livre - e Caty - «I just wanto be Free» - trazem a sensualidade feminina ao universo Nu Soul Family. O tema «This is for My People» é já um dos temas mais rodados nas rádios nacionais.
NU SOUL FAMILY
«Never too late to Dance» é o manifesto de dança dos Nu Soul Family. A cultura club, os clássicos do disco e a pura house music marcam as principais influências do grupo. Numa espécie de «Casa da Família» este é o som natural de individualidades muito fortes e um conjunto coeso. Virgul (Da Weasel) e Dino (Operação Triunfo, Expensive Soul, Soulmotion) são as referências vocais das viagens sonoras de DJ Alan Gul e do baixo groovie de Bassman.

Num momento de pausa da carreira dos músicos, o quarteto juntou as vontades em criar algo de diferente. Além da admiração mútua entre os elementos, a linha musical que os unia era única, música de dança. A partir de meados de Abril de 2009, o quarteto reuniu ideias para um disco com personalidade dançante. As colaborações à posteriori amplificaram as opções. Descendente de jamaicanos, o norte-americano Atiba («New Soul») abordou o ragga mais tradicional, enquanto que Jennifer - «Ca Bo Deixa (Mi So)», "não me deixes sozinho" em tradução livre - e Caty - «I just wanto be Free» - trazem a sensualidade feminina ao universo Nu Soul Family. O tema «This is for My People» é já um dos temas mais rodados nas rádios nacionais.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Boas Leituras: O LUXO
Num Mundo em mudança também o luxo está a sofrer alteração.
"Less bling bling. More sustainable.
Less showing off. More a real treat.
Less glamourous advertising. More real quality.
In the Good Reads for this weekend we present you our selection of the best recent books about luxury – and, by the way, not only about luxury but also about the changing mentality mood on our planet."
"Less bling bling. More sustainable.
Less showing off. More a real treat.
Less glamourous advertising. More real quality.
In the Good Reads for this weekend we present you our selection of the best recent books about luxury – and, by the way, not only about luxury but also about the changing mentality mood on our planet."
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Tendence 2010: plataforma internacional de tendências para o Living e o Giving
Lifestyle criativo, living e giving – estes são os três temas que irão dar mote à Tendence, de 27 a 31 de Agosto em Frankfurt.
Este evento de bens de consumo é o mais internacional de todos os eventos na segunda metade do ano.
Durante cinco dias, a Tendence irá dar as boas vindas a expositores, visitantes, designers e observadores de tendências vindos de todo o mundo.
A Feira de bens de consumo é um evento a não perder para os retalhistas e grossistas orientados para o design que vêm colocar as suas encomendas para a época Outono/Inverno e para o Natal. E também oferece uma previsão dos artigos de Primavera/Verão do próximo ano. Com os dois eventos, Giving e Living, a Tendence oferece uma plataforma de tendências para o lar e para ofertas.
Giving: o lugar certo para ideias para presentes
O Giving oferece a melhor plataforma possível para ideias criativas. Sejam produtos de lifestyle trendy, brinquedos engraçados, madeiras tradicionais ou joalharia de elevada qualidade, aqui existe sempre algo para todos os gostos.
As áreas de produto bem definidas ajudam os visitantes a encontrarem o seu caminho por entre a variedade de produtos em exposição. No "Gifts Unlimited" no Hall 9.1, a ênfase está nos artigos tradicionais para oferta. A variedade continua no Hall 9.2, no qual o "Kids World", o "Manufakturen and Collectables" e "Acessórios Pessoais" oferece outra área de interesse. O Hall 9.3 é dedicado à joalharia com o "Carat". Também acolhe o grupo "Arts and Crafts". No Hall 10.1, expositores asiáticos apresentam uma variedade de artigos na área "Passage Gifts". Ideias com estilo, arrojadas e jovens serão apresentadas por fornecedores no "Young & Trendy" no Hall 11.1. Esta variedade única significa que o Giving é a plataforma de encomendas que chega mesmo a tempo para o comércio de grandes quantidades do Natal.
Living: design e lifestyle para a sua casa
Os visitantes que procuram produtos com estilo e exclusivos com apelo emocional para melhorarem a sua decoração da casa podem encontrá-los num total de cinco secções no Living. Os artigos do "Loft" podem ser encontrados no moderno e exclusivo Hall 11. Os visitantes podem encontrar acessórios para o lar, mobiliário, iluminação, têxteis orientados para o design e de vanguarda, bem como design moderno para tudo o que esteja relacionado com a mesa de jantar e o prazer de uma refeição no Hall 11.0. Juntamente com o "Young & Trendy" no Hall 11.1, o Hall 11 é o principal local para ideias para ofertas para o living e giving. A secção "Interiors & Decoration" nos Halls 8.0 e 9.0 apresenta todos os tipos de disposição para a casa, com uma selecção de primeira classe de ideias para estofos, acessórios para o lar, mobiliário, têxteis e iluminação. No "Seasonal Decoration" e "Outside Living" no Hall 8.0, o foco central estará em itens atractivos para interiores e exteriores. O "Passage" é o local para os compradores de grandes quantidades. O "Passage Home & Garden", no Hall 10.2 apresenta acessórios para a casa, pequenos itens de mobiliário, têxteis e ideias de decoração para a vida ao ar livre. No Hall 10.3, o "Passage Table & Kitchen" irá apresentar vidros e faianças, metal e itens em plásticos, bem como equipamento para cozinha e acessórios.
O trio lifestyle: inovação, tendências e design
A Tendence está em voga, não apenas enquanto local internacional para encomendas mas também como centro de design e tendências. Uma selecção individual mas bem representada de produtos em exposição na feira irão estar na mostra "Personal Shopper", conduzida pela designer de Viena, Julia Landsiedl. Em 2010, a Tendence irá mais uma vez promover o design jovem na área "Talents", na qual jovens designers têm a oportunidade de apresentar os seus protótipos e artigos a um público internacional e de estabelecer os primeiros contactos. O "Next" (Loft, Hall 11.0 e Carat, Hall 9.3) é dirigido a jovens designers que já se aventuraram no mercado e tiveram algum sucesso no sector, mas que pretendem estabelecer-se com mais segurança. O programa de apoio oferece uma plataforma para jovens empresas internacionais com um background de design de forma a criar relações de negócio e de forma a apoiá-los na divulgação do seu nome.
2010-04-16 08:44
aicep Portugal Global
Este evento de bens de consumo é o mais internacional de todos os eventos na segunda metade do ano.
Durante cinco dias, a Tendence irá dar as boas vindas a expositores, visitantes, designers e observadores de tendências vindos de todo o mundo.
A Feira de bens de consumo é um evento a não perder para os retalhistas e grossistas orientados para o design que vêm colocar as suas encomendas para a época Outono/Inverno e para o Natal. E também oferece uma previsão dos artigos de Primavera/Verão do próximo ano. Com os dois eventos, Giving e Living, a Tendence oferece uma plataforma de tendências para o lar e para ofertas.
Giving: o lugar certo para ideias para presentes
O Giving oferece a melhor plataforma possível para ideias criativas. Sejam produtos de lifestyle trendy, brinquedos engraçados, madeiras tradicionais ou joalharia de elevada qualidade, aqui existe sempre algo para todos os gostos.
As áreas de produto bem definidas ajudam os visitantes a encontrarem o seu caminho por entre a variedade de produtos em exposição. No "Gifts Unlimited" no Hall 9.1, a ênfase está nos artigos tradicionais para oferta. A variedade continua no Hall 9.2, no qual o "Kids World", o "Manufakturen and Collectables" e "Acessórios Pessoais" oferece outra área de interesse. O Hall 9.3 é dedicado à joalharia com o "Carat". Também acolhe o grupo "Arts and Crafts". No Hall 10.1, expositores asiáticos apresentam uma variedade de artigos na área "Passage Gifts". Ideias com estilo, arrojadas e jovens serão apresentadas por fornecedores no "Young & Trendy" no Hall 11.1. Esta variedade única significa que o Giving é a plataforma de encomendas que chega mesmo a tempo para o comércio de grandes quantidades do Natal.
Living: design e lifestyle para a sua casa
Os visitantes que procuram produtos com estilo e exclusivos com apelo emocional para melhorarem a sua decoração da casa podem encontrá-los num total de cinco secções no Living. Os artigos do "Loft" podem ser encontrados no moderno e exclusivo Hall 11. Os visitantes podem encontrar acessórios para o lar, mobiliário, iluminação, têxteis orientados para o design e de vanguarda, bem como design moderno para tudo o que esteja relacionado com a mesa de jantar e o prazer de uma refeição no Hall 11.0. Juntamente com o "Young & Trendy" no Hall 11.1, o Hall 11 é o principal local para ideias para ofertas para o living e giving. A secção "Interiors & Decoration" nos Halls 8.0 e 9.0 apresenta todos os tipos de disposição para a casa, com uma selecção de primeira classe de ideias para estofos, acessórios para o lar, mobiliário, têxteis e iluminação. No "Seasonal Decoration" e "Outside Living" no Hall 8.0, o foco central estará em itens atractivos para interiores e exteriores. O "Passage" é o local para os compradores de grandes quantidades. O "Passage Home & Garden", no Hall 10.2 apresenta acessórios para a casa, pequenos itens de mobiliário, têxteis e ideias de decoração para a vida ao ar livre. No Hall 10.3, o "Passage Table & Kitchen" irá apresentar vidros e faianças, metal e itens em plásticos, bem como equipamento para cozinha e acessórios.
O trio lifestyle: inovação, tendências e design
A Tendence está em voga, não apenas enquanto local internacional para encomendas mas também como centro de design e tendências. Uma selecção individual mas bem representada de produtos em exposição na feira irão estar na mostra "Personal Shopper", conduzida pela designer de Viena, Julia Landsiedl. Em 2010, a Tendence irá mais uma vez promover o design jovem na área "Talents", na qual jovens designers têm a oportunidade de apresentar os seus protótipos e artigos a um público internacional e de estabelecer os primeiros contactos. O "Next" (Loft, Hall 11.0 e Carat, Hall 9.3) é dirigido a jovens designers que já se aventuraram no mercado e tiveram algum sucesso no sector, mas que pretendem estabelecer-se com mais segurança. O programa de apoio oferece uma plataforma para jovens empresas internacionais com um background de design de forma a criar relações de negócio e de forma a apoiá-los na divulgação do seu nome.
2010-04-16 08:44
aicep Portugal Global
Escritórios - Tendências
Lançamento de iPad adiado para meados de Maio
O iPAD da APPLE parece vir a ser a próxima referência em termos de acessórios tecnológicos. Mesmo antes do seu lançamento nos EUA, a procura é tão elevado que levou a que o próprio evento de lançamento fosse adiando.

Para além da várias utilidades esperemos qu pelo menos introduza uma novidade junto das classe mais jovens, e até mesmos das mais avnaçadas: o há bito da leitura. A ver vamos se não é mais fogo de vista do ue verdadeira utilidade. Se não é mais uma questão de ser fashion, do que querer ser mais culto!!

Para além da várias utilidades esperemos qu pelo menos introduza uma novidade junto das classe mais jovens, e até mesmos das mais avnaçadas: o há bito da leitura. A ver vamos se não é mais fogo de vista do ue verdadeira utilidade. Se não é mais uma questão de ser fashion, do que querer ser mais culto!!
terça-feira, 13 de abril de 2010
Desk Phone Dock para Iphone
Use your iPhone smarter.
Even though most of your telecommunication is being done via iPhone, we know that you still have a wired desk phone or IP phone on your desk. Are these traditional devices still essential in this new era of iPhone? Probably yes until the advent of Desk Phone Dock.

With Desk Phone Dock, use your iPhone as your one and only integrated wired desk phone in your office or home environment. You can make and receive calls like you did with a traditional wired phone. You don’t have to look up a phone number in the other devices any more. Your iPhone is always fully charged and ready to go at any time. It is very convenient for your business and personal needs.
Desk Phone Dock has built-in two stereo speakers, microphone, volume control, instant mute and USB & AC power dual sources. With these built-in features and distinctive design, Desk Phone Dock will keep your desk neat.
No more multiple phones, bunch of cables and other accessories on your desk. Use your iPhone smarter with Desk Phone Dock
Even though most of your telecommunication is being done via iPhone, we know that you still have a wired desk phone or IP phone on your desk. Are these traditional devices still essential in this new era of iPhone? Probably yes until the advent of Desk Phone Dock.

With Desk Phone Dock, use your iPhone as your one and only integrated wired desk phone in your office or home environment. You can make and receive calls like you did with a traditional wired phone. You don’t have to look up a phone number in the other devices any more. Your iPhone is always fully charged and ready to go at any time. It is very convenient for your business and personal needs.
Desk Phone Dock has built-in two stereo speakers, microphone, volume control, instant mute and USB & AC power dual sources. With these built-in features and distinctive design, Desk Phone Dock will keep your desk neat.
No more multiple phones, bunch of cables and other accessories on your desk. Use your iPhone smarter with Desk Phone Dock
Clear Blue Hawaii 2010 Molokini
Joana Vasconcelos no CCB
Da artista conhecia pouco e por ela interessava-me pouco.
Mudei de opinião depois da exposição “Sem Rede”, promovida pelo Museu Colecção Berardo ( no CCB) .
“ Sem Rede” é a sua primeira exposição antológica . Reunindo cerca de trinta e cinco obras elaboradas nos últimos quinze anos, este projecto traça uma panorâmica do seu trabalho e constitui uma oportunidade única para o conhecer, o redescobrir “ .
“ Vasconcelos interpreta o mundo actual através de uma singular leitura das mentalidades, mitologias e iconografias da sociedade de consumo … “
“ As suas obras combinam movimentos culturais, objectos quotidianos com valor sígnico ( espanadores, comprimidos, tampões higiénicos, utensílios domésticos, talheres de plástico, panelas e tampas) e materiais e técnicas populares ( azulejaria, faianças Bordalo Pinheiro, tricô e croché)” …
À entrada um grande candeeiro-globo revestido de balas, uma escultura monumental e tentacular de tecidos e rendas pretas, seguido de “torniquetes” de entrada revestidos de meias coloridas que se agitam enquanto rodam e logo a seguir um lustre monumental ( a “Noiva”), lindo ao longe mas … construído com tampões higiénicos.
Seguem-se obras monumentais de pedaços de tecido, tricô, croché, com aplicações várias de pendentes de plástico e vidro, botões, … pequenos e grandes monstros tentaculares – devia ter procurado o nome dos trabalhos como em qualquer outra exposição mas esqueci …
E seguem-se obras construídas com os mais diversos materiais do quotidiano :
Um sofá(?) de faróis de automóvel, uma escultura com ténis, um quadro coberto de embalagens transparentes, um painel de gravatas ao vento, o famoso sapato de tampas e panelas ( a “Cinderela”), os corações de talheres de plástico …
E também o “sofá aspirina” e a “cama valium” , o carrocel, a “Burka” ( obra dinâmica simbolizando a intolerância religiosa) . Sai-se da exposição por um labirinto grande e escuro, iluminado pela luz de flores rasteiras de vidro colorido – o “Jardim do Éden”, uma obra de 2010 .
Se gostei? Fui surpreendida pela criatividade, imaginação, desfuncionalização dos objectos do quotidiano, pela monumentalidade, harmonia de cada uma das obras.
Quase diria que gostei mas … se pudesse ver tudo ao longe e não me detivesse nos materiais utilizados … É preconceito com certeza. Hei-de pensar nisso.
Nota: a exposição pode ser vista até 18 de Maio.
Mudei de opinião depois da exposição “Sem Rede”, promovida pelo Museu Colecção Berardo ( no CCB) .
“ Sem Rede” é a sua primeira exposição antológica . Reunindo cerca de trinta e cinco obras elaboradas nos últimos quinze anos, este projecto traça uma panorâmica do seu trabalho e constitui uma oportunidade única para o conhecer, o redescobrir “ .
“ Vasconcelos interpreta o mundo actual através de uma singular leitura das mentalidades, mitologias e iconografias da sociedade de consumo … “
“ As suas obras combinam movimentos culturais, objectos quotidianos com valor sígnico ( espanadores, comprimidos, tampões higiénicos, utensílios domésticos, talheres de plástico, panelas e tampas) e materiais e técnicas populares ( azulejaria, faianças Bordalo Pinheiro, tricô e croché)” …
À entrada um grande candeeiro-globo revestido de balas, uma escultura monumental e tentacular de tecidos e rendas pretas, seguido de “torniquetes” de entrada revestidos de meias coloridas que se agitam enquanto rodam e logo a seguir um lustre monumental ( a “Noiva”), lindo ao longe mas … construído com tampões higiénicos.
Seguem-se obras monumentais de pedaços de tecido, tricô, croché, com aplicações várias de pendentes de plástico e vidro, botões, … pequenos e grandes monstros tentaculares – devia ter procurado o nome dos trabalhos como em qualquer outra exposição mas esqueci …
E seguem-se obras construídas com os mais diversos materiais do quotidiano :
Um sofá(?) de faróis de automóvel, uma escultura com ténis, um quadro coberto de embalagens transparentes, um painel de gravatas ao vento, o famoso sapato de tampas e panelas ( a “Cinderela”), os corações de talheres de plástico …
E também o “sofá aspirina” e a “cama valium” , o carrocel, a “Burka” ( obra dinâmica simbolizando a intolerância religiosa) . Sai-se da exposição por um labirinto grande e escuro, iluminado pela luz de flores rasteiras de vidro colorido – o “Jardim do Éden”, uma obra de 2010 .
Se gostei? Fui surpreendida pela criatividade, imaginação, desfuncionalização dos objectos do quotidiano, pela monumentalidade, harmonia de cada uma das obras.
Quase diria que gostei mas … se pudesse ver tudo ao longe e não me detivesse nos materiais utilizados … É preconceito com certeza. Hei-de pensar nisso.
Nota: a exposição pode ser vista até 18 de Maio.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Escritórios ecológicos high-tech
O "Hive", sede social da Schneider Electric.
Schneider Electric estabeleceu a sua sede social na região parisiense num edifício modelo en termos de consumo energéticos. Cada ocupante do edifício poderá em breve medir a sua impressão ecológica e modificar os seus hábitos para diminuir o impacto.
E se cada um de nós podía controlar a temperatura do seu escritório, definir com precisão a luz que precisa, o todo reduzindo o seu consumo de electricidade? Eis o desafio que a Schneider Electric decidiu agarrar quando tomou posse da sua sede social, o Hive (Hall para a Inovação e Vitrine da Energia).
«Os promotores, BNP Paribas Immobilier e Bouygues, propuseram-nos um prédio com elevada qualidade ambiental (HQE), explica Thierry Djahel, director de desenvolvimento e prospectiva da Schneider Electric. Decidimos ir mais longe.»
O prédio sendo concebido para ser dividido em lotes, permitia determinar o consumo energético por área. Schneider implementou então uma repartição muito mais apurada, por quase cada utilizador. Desta forma, os 35 000 m2 do Hive foram equipados por 150 a 200 contadores eléctricos, pequenas caixas electrónicas que permitem vusalizar em permamnência o consumo de energia
Uma vez estes dados em mão, o objectivo era conseguir reduzir, mas mantendo sempre, até mesmo melhorar, o conforto dos utilizadores do prédio. «Cada pessoa pode controlar o seu ar condicionado ou o seu aquecimento, assim como o seu nível de luminosidade», relata Thierry Djahel. A experiência demonstra porém que os ocupantes nem sempre adoptam de forma espontânea comportamentos ecolo-cidadãos. Daí o interesse em incitá-los. Se alguém optar por trabalhar com todos os estoros fechados em pleno Inverno quando está bom tempo, privando-se assim da luz natural e do calor, o sistema vai sugerir-lhe, através duma mensagem no seu computador, abrir os seus estoros e reduzir a luz artificial.
Às inovações da Schneider acrescentam-se outras, como as de Saint-Gobain. O prédio beneficia aliás dum frente em vidro « dupla pele», isto é um vidro duplo que respira, que permite optimisar as qualidades de isolação térmica do ar ao passar entre os dois vidros. O ar condicionado, quanto a ele, é fornecido por «pilares frios», uma técnica que permite arrefecer e aquecer sem motorisação no aparelho, por conseguinte sem fluxo de ar nem barulho. «Instalamos painéis solares. Isso permitiu-nos demonstrar aos cépticos que a tecnologia funciona e que participar no equilíbrio do balanço energético do Hive», acrescenta Thierry Djahel, que considera que o investimento associado a todas estas tecnologias será compensado em três anos, graças à economia de energia.
De acordo com a Schneider, o Hive regista um consumo equivalente ao quarto daquele registado num prédio equiparado construído na década de 90.
O grupo utiliza doravante a sua sede como uma vitrine. Cinquenta a cem clientes o visitam diariamente. «E isso permite-nos permanecer ligados ao erreno: cruzo todos os dias os nossos clientes no elevador», afirma em tom de brincadeira Jean-Pascal Tricoire, presidente da Schneider, que não resiste ao prazer de fazer uma demonstração no seu escritório!
É a primeira vez, que casa de ferreiros espeto de pau já não é o caso.
Par Elsa Bembaron
23/03/2010 | 09h38
Le Figaro
Schneider Electric estabeleceu a sua sede social na região parisiense num edifício modelo en termos de consumo energéticos. Cada ocupante do edifício poderá em breve medir a sua impressão ecológica e modificar os seus hábitos para diminuir o impacto.
E se cada um de nós podía controlar a temperatura do seu escritório, definir com precisão a luz que precisa, o todo reduzindo o seu consumo de electricidade? Eis o desafio que a Schneider Electric decidiu agarrar quando tomou posse da sua sede social, o Hive (Hall para a Inovação e Vitrine da Energia).
«Os promotores, BNP Paribas Immobilier e Bouygues, propuseram-nos um prédio com elevada qualidade ambiental (HQE), explica Thierry Djahel, director de desenvolvimento e prospectiva da Schneider Electric. Decidimos ir mais longe.»
O prédio sendo concebido para ser dividido em lotes, permitia determinar o consumo energético por área. Schneider implementou então uma repartição muito mais apurada, por quase cada utilizador. Desta forma, os 35 000 m2 do Hive foram equipados por 150 a 200 contadores eléctricos, pequenas caixas electrónicas que permitem vusalizar em permamnência o consumo de energia
Uma vez estes dados em mão, o objectivo era conseguir reduzir, mas mantendo sempre, até mesmo melhorar, o conforto dos utilizadores do prédio. «Cada pessoa pode controlar o seu ar condicionado ou o seu aquecimento, assim como o seu nível de luminosidade», relata Thierry Djahel. A experiência demonstra porém que os ocupantes nem sempre adoptam de forma espontânea comportamentos ecolo-cidadãos. Daí o interesse em incitá-los. Se alguém optar por trabalhar com todos os estoros fechados em pleno Inverno quando está bom tempo, privando-se assim da luz natural e do calor, o sistema vai sugerir-lhe, através duma mensagem no seu computador, abrir os seus estoros e reduzir a luz artificial.
Às inovações da Schneider acrescentam-se outras, como as de Saint-Gobain. O prédio beneficia aliás dum frente em vidro « dupla pele», isto é um vidro duplo que respira, que permite optimisar as qualidades de isolação térmica do ar ao passar entre os dois vidros. O ar condicionado, quanto a ele, é fornecido por «pilares frios», uma técnica que permite arrefecer e aquecer sem motorisação no aparelho, por conseguinte sem fluxo de ar nem barulho. «Instalamos painéis solares. Isso permitiu-nos demonstrar aos cépticos que a tecnologia funciona e que participar no equilíbrio do balanço energético do Hive», acrescenta Thierry Djahel, que considera que o investimento associado a todas estas tecnologias será compensado em três anos, graças à economia de energia.
De acordo com a Schneider, o Hive regista um consumo equivalente ao quarto daquele registado num prédio equiparado construído na década de 90.
O grupo utiliza doravante a sua sede como uma vitrine. Cinquenta a cem clientes o visitam diariamente. «E isso permite-nos permanecer ligados ao erreno: cruzo todos os dias os nossos clientes no elevador», afirma em tom de brincadeira Jean-Pascal Tricoire, presidente da Schneider, que não resiste ao prazer de fazer uma demonstração no seu escritório!
É a primeira vez, que casa de ferreiros espeto de pau já não é o caso.
Par Elsa Bembaron
23/03/2010 | 09h38
Le Figaro
terça-feira, 16 de março de 2010
Florence + the Machine estreiam-se hoje em Portugal
"Florence Welch é uma das boas revelações recentes da pop britânica, e com os The Machine criou um dos discos mais aplaudidos do ano passado, "Lungs". Depois da estreia em álbum, hoje à noite o grupo actua pela primeira vez em Portugal, na Aula Magna, em Lisboa.
"Lungs" é um título apropriado para o disco de estreia de Florence + the Machine, ou não fosse este conjunto de canções comandado por uma voz possante, onde a força dos pulmões será uma boa aliada nos momentos de maior fôlego interpretativo.
E há muitos episódios assim, já que a combinação da voz de Florence Welch com os instrumentos a cargo dos músicos que a acompanham, The Machine, gera quase sempre temas onde uma forte carga épica é o ponto de chegada.
Em 2008, o single "Kiss With a Fist" deixou muitos expectantes quanto aos próximos passos desta jovem cantautora britânica, e felizmente esse tema acabou por nem ser do melhor que o álbum tem para oferecer.
A linearidade dessa canção destoa num alinhamento bem mais desafiante e inspirado, onde Florence está mais próxima da herança de Kate Bush, Björk ou PJ Harvey do que de outras revelações brit como Kate Nash ou Amy Macdonald.
Tal como muitos registos de estreia, também este não escapa a alguma irregularidade, facilmente desculpável quando o vendaval instrumental e os uivos da cantora atingem o dramatismo envolvente de "Cosmic Love", desenham uma desencantada festa ébria em "Hurricane Drunk" ou se atiram ao romantismo febril de "Two Lungs" - todas canções da segunda metade do disco e a que revela a Florence mais interessante.
Já na mais plácida e quase sussurrante "My Boy Build Coffins" a cantautora depara-se com a inevitabilidade da morte, em "Blinding" reforça as sombras numa marcha crepuscular e onírica e em "Rabbit Heart (Raise It Up)" faz a ponte entre outros dois discos deste ano - "Two Suns", de Bat For Lashes, do qual se aproxima logo ao início, e o álbum homónimo dos La Roux, no qual caberia facilmente o refrão.
À semelhança desses registos, também "Lungs" é um muito aconselhável compêndio de pop com personalidade e ousadia, onde uma carga intensa e barroca não implica demonstrações gratuitas de virtuosismo. Longe disso, atrás das muitas cortinas de pompa e circunstância esconde-se um disco com alma - devidamente emanada pelos pulmões de uma artista a (re)descobrir em palco esta noite.
Florence + the Machine actuam às 22 horas na Aula Magna, em Lisboa. A primeira parte está a cargo dos também britânicos Sian Alice Group."
in: Sapo
"Lungs" é um título apropriado para o disco de estreia de Florence + the Machine, ou não fosse este conjunto de canções comandado por uma voz possante, onde a força dos pulmões será uma boa aliada nos momentos de maior fôlego interpretativo.
E há muitos episódios assim, já que a combinação da voz de Florence Welch com os instrumentos a cargo dos músicos que a acompanham, The Machine, gera quase sempre temas onde uma forte carga épica é o ponto de chegada.
Em 2008, o single "Kiss With a Fist" deixou muitos expectantes quanto aos próximos passos desta jovem cantautora britânica, e felizmente esse tema acabou por nem ser do melhor que o álbum tem para oferecer.
A linearidade dessa canção destoa num alinhamento bem mais desafiante e inspirado, onde Florence está mais próxima da herança de Kate Bush, Björk ou PJ Harvey do que de outras revelações brit como Kate Nash ou Amy Macdonald.
Tal como muitos registos de estreia, também este não escapa a alguma irregularidade, facilmente desculpável quando o vendaval instrumental e os uivos da cantora atingem o dramatismo envolvente de "Cosmic Love", desenham uma desencantada festa ébria em "Hurricane Drunk" ou se atiram ao romantismo febril de "Two Lungs" - todas canções da segunda metade do disco e a que revela a Florence mais interessante.
Já na mais plácida e quase sussurrante "My Boy Build Coffins" a cantautora depara-se com a inevitabilidade da morte, em "Blinding" reforça as sombras numa marcha crepuscular e onírica e em "Rabbit Heart (Raise It Up)" faz a ponte entre outros dois discos deste ano - "Two Suns", de Bat For Lashes, do qual se aproxima logo ao início, e o álbum homónimo dos La Roux, no qual caberia facilmente o refrão.
À semelhança desses registos, também "Lungs" é um muito aconselhável compêndio de pop com personalidade e ousadia, onde uma carga intensa e barroca não implica demonstrações gratuitas de virtuosismo. Longe disso, atrás das muitas cortinas de pompa e circunstância esconde-se um disco com alma - devidamente emanada pelos pulmões de uma artista a (re)descobrir em palco esta noite.
Florence + the Machine actuam às 22 horas na Aula Magna, em Lisboa. A primeira parte está a cargo dos também britânicos Sian Alice Group."
in: Sapo
Florence + the Machine estreiam-se hoje em Portugal
"Florence Welch é uma das boas revelações recentes da pop britânica, e com os The Machine criou um dos discos mais aplaudidos do ano passado, "Lungs". Depois da estreia em álbum, hoje à noite o grupo actua pela primeira vez em Portugal, na Aula Magna, em Lisboa.
"Lungs" é um título apropriado para o disco de estreia de Florence + the Machine, ou não fosse este conjunto de canções comandado por uma voz possante, onde a força dos pulmões será uma boa aliada nos momentos de maior fôlego interpretativo.
E há muitos episódios assim, já que a combinação da voz de Florence Welch com os instrumentos a cargo dos músicos que a acompanham, The Machine, gera quase sempre temas onde uma forte carga épica é o ponto de chegada.
Em 2008, o single "Kiss With a Fist" deixou muitos expectantes quanto aos próximos passos desta jovem cantautora britânica, e felizmente esse tema acabou por nem ser do melhor que o álbum tem para oferecer.
A linearidade dessa canção destoa num alinhamento bem mais desafiante e inspirado, onde Florence está mais próxima da herança de Kate Bush, Björk ou PJ Harvey do que de outras revelações brit como Kate Nash ou Amy Macdonald.
Tal como muitos registos de estreia, também este não escapa a alguma irregularidade, facilmente desculpável quando o vendaval instrumental e os uivos da cantora atingem o dramatismo envolvente de "Cosmic Love", desenham uma desencantada festa ébria em "Hurricane Drunk" ou se atiram ao romantismo febril de "Two Lungs" - todas canções da segunda metade do disco e a que revela a Florence mais interessante.
Já na mais plácida e quase sussurrante "My Boy Build Coffins" a cantautora depara-se com a inevitabilidade da morte, em "Blinding" reforça as sombras numa marcha crepuscular e onírica e em "Rabbit Heart (Raise It Up)" faz a ponte entre outros dois discos deste ano - "Two Suns", de Bat For Lashes, do qual se aproxima logo ao início, e o álbum homónimo dos La Roux, no qual caberia facilmente o refrão.
À semelhança desses registos, também "Lungs" é um muito aconselhável compêndio de pop com personalidade e ousadia, onde uma carga intensa e barroca não implica demonstrações gratuitas de virtuosismo. Longe disso, atrás das muitas cortinas de pompa e circunstância esconde-se um disco com alma - devidamente emanada pelos pulmões de uma artista a (re)descobrir em palco esta noite.
Florence + the Machine actuam às 22 horas na Aula Magna, em Lisboa. A primeira parte está a cargo dos também britânicos Sian Alice Group."
in: Sapo
"Lungs" é um título apropriado para o disco de estreia de Florence + the Machine, ou não fosse este conjunto de canções comandado por uma voz possante, onde a força dos pulmões será uma boa aliada nos momentos de maior fôlego interpretativo.
E há muitos episódios assim, já que a combinação da voz de Florence Welch com os instrumentos a cargo dos músicos que a acompanham, The Machine, gera quase sempre temas onde uma forte carga épica é o ponto de chegada.
Em 2008, o single "Kiss With a Fist" deixou muitos expectantes quanto aos próximos passos desta jovem cantautora britânica, e felizmente esse tema acabou por nem ser do melhor que o álbum tem para oferecer.
A linearidade dessa canção destoa num alinhamento bem mais desafiante e inspirado, onde Florence está mais próxima da herança de Kate Bush, Björk ou PJ Harvey do que de outras revelações brit como Kate Nash ou Amy Macdonald.
Tal como muitos registos de estreia, também este não escapa a alguma irregularidade, facilmente desculpável quando o vendaval instrumental e os uivos da cantora atingem o dramatismo envolvente de "Cosmic Love", desenham uma desencantada festa ébria em "Hurricane Drunk" ou se atiram ao romantismo febril de "Two Lungs" - todas canções da segunda metade do disco e a que revela a Florence mais interessante.
Já na mais plácida e quase sussurrante "My Boy Build Coffins" a cantautora depara-se com a inevitabilidade da morte, em "Blinding" reforça as sombras numa marcha crepuscular e onírica e em "Rabbit Heart (Raise It Up)" faz a ponte entre outros dois discos deste ano - "Two Suns", de Bat For Lashes, do qual se aproxima logo ao início, e o álbum homónimo dos La Roux, no qual caberia facilmente o refrão.
À semelhança desses registos, também "Lungs" é um muito aconselhável compêndio de pop com personalidade e ousadia, onde uma carga intensa e barroca não implica demonstrações gratuitas de virtuosismo. Longe disso, atrás das muitas cortinas de pompa e circunstância esconde-se um disco com alma - devidamente emanada pelos pulmões de uma artista a (re)descobrir em palco esta noite.
Florence + the Machine actuam às 22 horas na Aula Magna, em Lisboa. A primeira parte está a cargo dos também britânicos Sian Alice Group."
in: Sapo
Florence + the Machine estreiam-se hoje em Portugal
"Florence Welch é uma das boas revelações recentes da pop britânica, e com os The Machine criou um dos discos mais aplaudidos do ano passado, "Lungs". Depois da estreia em álbum, hoje à noite o grupo actua pela primeira vez em Portugal, na Aula Magna, em Lisboa.
"Lungs" é um título apropriado para o disco de estreia de Florence + the Machine, ou não fosse este conjunto de canções comandado por uma voz possante, onde a força dos pulmões será uma boa aliada nos momentos de maior fôlego interpretativo.
E há muitos episódios assim, já que a combinação da voz de Florence Welch com os instrumentos a cargo dos músicos que a acompanham, The Machine, gera quase sempre temas onde uma forte carga épica é o ponto de chegada.
Em 2008, o single "Kiss With a Fist" deixou muitos expectantes quanto aos próximos passos desta jovem cantautora britânica, e felizmente esse tema acabou por nem ser do melhor que o álbum tem para oferecer.
A linearidade dessa canção destoa num alinhamento bem mais desafiante e inspirado, onde Florence está mais próxima da herança de Kate Bush, Björk ou PJ Harvey do que de outras revelações brit como Kate Nash ou Amy Macdonald.
Tal como muitos registos de estreia, também este não escapa a alguma irregularidade, facilmente desculpável quando o vendaval instrumental e os uivos da cantora atingem o dramatismo envolvente de "Cosmic Love", desenham uma desencantada festa ébria em "Hurricane Drunk" ou se atiram ao romantismo febril de "Two Lungs" - todas canções da segunda metade do disco e a que revela a Florence mais interessante.
Já na mais plácida e quase sussurrante "My Boy Build Coffins" a cantautora depara-se com a inevitabilidade da morte, em "Blinding" reforça as sombras numa marcha crepuscular e onírica e em "Rabbit Heart (Raise It Up)" faz a ponte entre outros dois discos deste ano - "Two Suns", de Bat For Lashes, do qual se aproxima logo ao início, e o álbum homónimo dos La Roux, no qual caberia facilmente o refrão.
À semelhança desses registos, também "Lungs" é um muito aconselhável compêndio de pop com personalidade e ousadia, onde uma carga intensa e barroca não implica demonstrações gratuitas de virtuosismo. Longe disso, atrás das muitas cortinas de pompa e circunstância esconde-se um disco com alma - devidamente emanada pelos pulmões de uma artista a (re)descobrir em palco esta noite.
Florence + the Machine actuam às 22 horas na Aula Magna, em Lisboa. A primeira parte está a cargo dos também britânicos Sian Alice Group."
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"Lungs" é um título apropriado para o disco de estreia de Florence + the Machine, ou não fosse este conjunto de canções comandado por uma voz possante, onde a força dos pulmões será uma boa aliada nos momentos de maior fôlego interpretativo.
E há muitos episódios assim, já que a combinação da voz de Florence Welch com os instrumentos a cargo dos músicos que a acompanham, The Machine, gera quase sempre temas onde uma forte carga épica é o ponto de chegada.
Em 2008, o single "Kiss With a Fist" deixou muitos expectantes quanto aos próximos passos desta jovem cantautora britânica, e felizmente esse tema acabou por nem ser do melhor que o álbum tem para oferecer.
A linearidade dessa canção destoa num alinhamento bem mais desafiante e inspirado, onde Florence está mais próxima da herança de Kate Bush, Björk ou PJ Harvey do que de outras revelações brit como Kate Nash ou Amy Macdonald.
Tal como muitos registos de estreia, também este não escapa a alguma irregularidade, facilmente desculpável quando o vendaval instrumental e os uivos da cantora atingem o dramatismo envolvente de "Cosmic Love", desenham uma desencantada festa ébria em "Hurricane Drunk" ou se atiram ao romantismo febril de "Two Lungs" - todas canções da segunda metade do disco e a que revela a Florence mais interessante.
Já na mais plácida e quase sussurrante "My Boy Build Coffins" a cantautora depara-se com a inevitabilidade da morte, em "Blinding" reforça as sombras numa marcha crepuscular e onírica e em "Rabbit Heart (Raise It Up)" faz a ponte entre outros dois discos deste ano - "Two Suns", de Bat For Lashes, do qual se aproxima logo ao início, e o álbum homónimo dos La Roux, no qual caberia facilmente o refrão.
À semelhança desses registos, também "Lungs" é um muito aconselhável compêndio de pop com personalidade e ousadia, onde uma carga intensa e barroca não implica demonstrações gratuitas de virtuosismo. Longe disso, atrás das muitas cortinas de pompa e circunstância esconde-se um disco com alma - devidamente emanada pelos pulmões de uma artista a (re)descobrir em palco esta noite.
Florence + the Machine actuam às 22 horas na Aula Magna, em Lisboa. A primeira parte está a cargo dos também britânicos Sian Alice Group."
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